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Colaboração na vida acadêmica: ano passado, especialistas salvaram minhas pesquisas

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14 de março de 2023

A colaboração enriquece o meu trabalho e alivia a minha cabeça de doutorando, que tanto lida com a escrita acadêmica. A vacinação permitiu superar o necessário distanciamento social contra a pandemia de Covid-19 e, por isso, mesmo os efeitos nocivos da solidão tipicamente associada a vários momentos da pesquisa científica podem ser ainda mais intensos. A seguir, quero relatar como a cooperação, dentro e fora do IRIS, vem sendo um diferencial positivo na minha vivência de pesquisador.

Você precisa apenas de uma conversa

Sabe aquele ditado “duas cabeças pensam melhor que uma”? Pois na pesquisa acadêmica ele também vale! Trabalhar em conjunto com diferentes pessoas e organizações pode ser muito divertido e estimulante, podendo gerar soluções mais criativas e inovadoras ao evitar que a gente se prenda às mesmas abordagens de sempre. Além disso, a colaboração alivia a pressão de pesquisar solitariamente.

Se você sofre com a escrita acadêmica, parcerias podem ser especialmente úteis! Embora seja possível aproveitar as ferramentas do famigerado chatGPT, saiba que outros olhares humanos podem lhe ajudar não apenas com críticas construtivas e sugestões valiosas para melhorar seu texto, mas também com amparo emocional para inevitáveis dificuldades paralelas que nos atrapalham; ou mesmo manifestando “orgulho alheio” para suas vitórias e conquistas pessoais. E o melhor: sem precisar passar horas de solidão em frente ao computador! Essa mesma colaboração também beneficia o coletivo. Em grupo, unindo conhecimentos e habilidades em prol de um objetivo comum, eu pude realizar projetos formidáveis, e ainda me diverti no processo.

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A seguir, listo o imenso volume da produção que tenho alcançado, mas com o necessário destaque para o fator coletivo: todos eles contaram com cooperação, dentro e fora do IRIS, o que foi condição para todo esse resultado. Eu sozinho, literalmente, jamais conseguiria fazer nem ¼ de tudo isso. Sem contar com o trabalho lindo da equipe de comunicação do IRIS, que se esmera tanto no visual das obras, como na divulgação online em nossos perfis no instagram, facebook, kwai, twitter, linkedin e tiktok.

Notas técnicas e Recomendações

O sentido de realizar a atividade científica de analisar conjunturas específicas (e mesmo a incidência política de listar critérios a serem considerados por agentes do setor) demanda um esforço que só se consegue empreender com alta qualidade em grupo. Com essa natureza, eu participei do seguinte:

Postagens de blog

Semanalmente publicamos em nosso site um texto de alguém da equipe (normalmente individual, mas que pode ser em dupla). Quem escreve tem liberdade para escolher o tema e até mesmo a abordagem. Mas, antes de ser aberto ao público, toda postagem no blog ganha um caráter colaborativo ao passar previamente pelo crivo dedicado de uma ou mais pessoas da equipe, que contribuem com sugestões de forma e conteúdo, que tendem a ser acolhidas, em maior ou menor grau. Desde que entrei no IRIS, em novembro de 2021, – e sem contar as vezes em que fiz sugestões para outras pessoas – já figurei como autor seis vezes no blog:

Relatórios

Esses são os trabalhos de maior fôlego, mais demandantes e nos quais fica mais evidente o valor da construção conjunta: desde a metodologia, até à conclusão. E nos relatórios tivemos a honra de contar particularmente com colaborações externas célebres. Já foram três os relatórios de que participei, todos como parte do projeto de “comunicações privadas, investigações e direitos”:

Traduções

As traduções são uma tarefa particularmente agradável pra mim. E mesmo apesar da aparente solidão ao sentar e escrever um texto adaptado para outro idioma, eu me sinto em colaboração com as pessoas que escreveram a obra original, e termino com a impressão de que as conheço um pouco mais. Foram duas traduções publicadas (e uma futura, que está agora, agorinha, em revisão):

Pesquisa é feita, antes de qualquer coisa, por gente

Agora, quero apresentar o que interessa mesmo, que são as pessoas que dão sentido a tudo isso. Bom, a vacinação tá aí, permitindo que a gente volte a se encontrar e trocar ideias pessoalmente! Assim, a solidão que a gente costuma sentir ali, trancado no quarto, escrevendo um artigo científico, agora tem um gostinho ainda mais intenso de FOMO: a pandemia de Covid-19 não é mais motivo, então não encontrar as pessoas é uma escolha.

Mas não precisa ser tudo ou nada. A gente pode bater um papo descontraído online com outros pesquisadores, né? É nas conversas informais que muitas vezes surgem ideias das mais brilhantes.

E se você perdeu o carnaval, não se preocupe! Ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido e aproveitar a companhia dos colegas de pesquisa: o ano está repleto de grandes eventos presenciais. Mas mesmo antes, você pode organizar um happy hour virtual ou um breve encontro presencial para celebrar as conquistas do seu grupo, ou apenas para jogar conversa fora mesmo!

Entre um evento mais social e outro, a colaboração profissional com pessoas de diferentes institutos de pesquisa pode ser quase uma festa. E o melhor de tudo é que, além de aumentar a diversão no trabalho, você está efetivamente melhorando o seu resultado, e assim fazendo uma diferença real no mundo

Quem já teve o prazer de bater um papo e trocar figurinhas com as maravilidades da equipe do IRIS levanta a mão! Sendo do time, já tive essa honra algumas vezes e vou listar pra vocês os nomes dessas feras incríveis com que já colaborei:

E pensa que acabou?! Na fase atual dos projetos estou colaborando pela primeira vez com: 

E eu também já tive a oportunidade de trocar uma ideia com muita gente massa fora do IRIS, sabe? Olha só que galera fabulosa:

A união faz açúcar – a doçura do trabalho bem feito a muitas mãos

Em minha experiência recente no IRIS, cada vez mais me convenço de que a interação com pessoas de outros institutos se mostrou uma ótima ferramenta de trabalho e uma ótima opção para amplificar as perspectivas. A diversidade de experiências agrega novas ideias e abordagens, gerando resultados mais redondos e interessantes. Além disso, o que reputo ser mais importante, do ponto de vista mais pessoal, trabalhar em equipe se mostra muito motivador. A companhia frequente com outras pessoas, mesmo online, não chega ao ponto de substituir a psicoterapia, mas é bastante terapêutico. Em conjunto, pudemos alcançar resultados que eu jamais conseguiria individualmente.

Fico muito agradecido não apenas por poder contar com pessoas incríveis na equipe do IRIS, mas também por ter oportunidades de colaborar com tanta gente cujo trabalho eu já admirava ou conheci e passei a admirar. E se você ainda não pegou o recado – com tantos links ao longo desse texto – expresso literalmente aqui ao final o convite para que você leia alguma das nossas publicações em que eu pude participar, com especial atenção para os grandes nomes que constam na ficha técnica.

 

As opiniões e perspectivas retratadas neste artigo pertencem a seu autor e não necessariamente refletem as políticas e posicionamentos oficiais do Instituto de Referência em Internet e Sociedade.

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Doutorando e Mestre em Direito, Estado e Constituição na Universidade de Brasília (UnB). Professor de Direito, Inovação e Tecnologia e líder do grupo de pesquisa Cultura Digital & Democracia no Centro Universitário de Brasília (CEUB). Pesquisador bolsista no Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS); integrante voluntário do Aqualtune LAB: Direito, Raça e Tecnologia; ex-Diretor Presidente do Instituto Beta Internet e Democracia (IBIDEM), três ONGs componentes da Coalizão Direitos na Rede (CDR). Consultor Sênior de Políticas Públicas do Capítulo Brasileiro da Internet Society (ISOC Brasil) para os temas Responsabilidade de Intermediários e Criptografia. Conselheiro Consultivo do centro de pesquisa Internetlab. Consultor Associado da Veredas – Estratégias em Direitos Humanos. Servidor Público Federal no Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi gestor do processo de elaboração coletiva do Marco Civil da Internet na Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL-MJ).

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