Publicações

Entre o pincel de quadro e a tela do computador

10 de setembro de 2026

Uma escola pública brasileira chega a 2026 numa posição delicada: a Base Nacional Comum Curricular exige que a cultura digital seja ensinada em toda a educação básica, ao mesmo tempo em que a Lei Federal nº 15.100/2025 restringe o uso de celular por estudantes, em uma rede cuja infraestrutura de internet permanece desigual entre os  territórios. É nessa tensão que professores e diretores respondem, todos os dias, por ensinar sobre e com o digital.

Esta pesquisa é a terceira etapa do ConectAí, projeto do IRIS dedicado ao uso ético, seguro e consciente da internet e das novas tecnologias nas escolas públicas, com apoio da Internet Society Foundation. Em etapas anteriores, o projeto ouviu diretamente adolescentes em atividades formativas nas escolas. Agora, o ConectAí completa esse retrato ouvindo quem sustenta o cotidiano da sala de aula: professores e diretores de escolas estaduais de Minas Gerais.

Os números reunidos mostram um cenário de contrastes. Diretores estão mais otimistas sobre a inteligência artificial em sala de aula do que professores: 82% deles têm uma visão favorável, contra 51% dos professores, que lidam mais de perto com os efeitos da tecnologia sobre a aprendizagem dos estudantes. Quando a pergunta muda de opinião para prática, porém, as certezas somem: menos de um terço dos professores sabe como denunciar um golpe digital, e quase um em cada três já foram vítima de um golpe.

A pesquisa “Entre o pincel de quadro e a tela do computador” ouviu 51 professores e 11 diretores para entender essa distância entre o que a internet e a IA já são no dia a dia escolar e o que falta, em infraestrutura, formação e regras claras, para que essa presença vire, de fato, aprendizado. O diagnóstico é a base para pensar como ampliar as condições para que professores e gestores atuem com mais segurança, autonomia e qualidade.

Baixe o relatório completo AQUI.

 

Tags

Categorizado em:

Veja também